28.4.11

Soluções Sustentáveis realiza Seminário

O seminário mudou

Ao conversarmos com nossos clientes sobre o seminário A dinâmica do Mercado de Trabalho para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, muitos deles manifestaram o desejo de participar também como palestrantes e não apenas como público.

Em vista disso, a Soluções Sustentáveis decidiu adiar o seminário para o dia 10 de agosto, deixar de participar como palestrante e oferecer a visão e as experiências das empresas empregadoras de pessoas com deficiência, por elas mesmas, o que certamente será de grande valia para o avanço do processo de inclusão.

Na construção de um mundo melhor,

Soluções Sustentáveis

***

Blog Soluções Sustentáveis, 28/04/2011:

A Dinâmica do Mercado de Trabalho para a Inclusão de Pessoas com Deficiência

Embora pareça que foi ontem, a idéia de que não existe mais possibilidade de desenvolvimento sem sustentabilidade e de que não existe sustentabilidade sem inclusão e responsabilidade social já não é mais novidade.

Atenta a isso e integrando o mundo empresarial, com a proposta inovadora de fazer e assessorar negócios com base em direitos humanos e responsabilidade social, a Soluções Sustentáveis (http://www.solucoessustentaveis.com/) dá início a um processo de reflexão para a construção de um mundo melhor, hoje uma condição para desenvolvimento e lucratividade.

O seminário “A Dinâmica do Mercado de Trabalho para a Inclusão de Pessoas com Deficiência” é a primeira contribuição da Soluções Sustentáveis neste processo e se dedica à questão que se apresenta como de maior complexidade para as empresas.

SEMINÁRIO
A Dinâmica do Mercado de Trabalho para a Inclusão de Pessoas com Deficiência

Construção Social do Preconceito e da Discriminação;
A Inclusão Profissional: Exercício de Diversidade e Transformação nas Empresas;
Cenário Brasileiro do Processo de Inclusão de Pessoas com Deficiência: Consolidados, Entraves e Desafios;
Acessibilidade: Um conceito para a Autonomia, Segurança e Ergonomia Empresarial

INSCREVA-SE JÁ!

Dia 1º de junho de 2011
Hotel São Francisco – Rua Visconde de Inhaúma, 95, Centro, Rio de Janeiro
De 8h às 17h30m

As vagas são limitadas a 100 pessoas.

Inscrições:

Pagamento através de depósito identificado no Banco Itaú
Agência 9281
Conta Corrente 06920-4
Confirmação da inscrição mediante envio de comprovante de depósito por fax ou email
Para maiores informações: contato@solucoessustentaveis.com

Investimento:

- Inscrições até 15 de maio: R$ 1.060,00 (incluída alimentação no hotel)
- Inscrições até 1º de junho: R$ 1.180,00 (incluída alimentação no hotel)
- Inscrições no local: R$ 1.290,00 (incluída alimentação no hotel)

Promoções:

- 2 participantes da mesma empresa: 25% de desconto na segunda inscrição
- 3 participantes da mesma empresa: 50% de desconto na terceira inscrição
- 4 participantes da mesma empresa: uma inscrição grátis

26.4.11

Autista artista

video
***
Uma dica de Roberto Martin para quem questiona o autismo de James Durbin:
http://www.autismkey.com/does-james-durbin-really-have-autism/

18.4.11

Pelo cumprimento da sentença da OEA

CARTA AOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PELO CUMPRIMENTO INTEGRAL DA SENTENÇA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS NO CASO GOMES LUND

Os cidadãos, as cidadãs e as entidades abaixo assinadas, diante da sentença condenatória do Estado Brasileiro proferida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) vs. Brasil, no dia 24 de novembro de 2010, vêm manifestar à Presidente da República, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e ao Procurador-Geral da República que:

1.O Estado brasileiro não pode se eximir de cumprir nenhuma das obrigações fixadas na sentença. O País, no exercício de sua soberania, aderiu voluntariamente à Convenção Americana sobre Direitos Humanos e reconheceu como obrigatória a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Tais atos foram praticados com estrita observância da Constituição Federal e são decorrência das normas constantes dos seus artigos 4º, inciso II; 5º, §§ 2º e 3º; bem como do artigo 7º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

2.Ora, conforme disposto no art. 68 da Convenção Americana de Direitos Humanos, “os Estados-Partes na Convenção comprometem-se a cumprir a decisão da Corte em todo caso em que forem partes”. O Brasil figurou como réu no processo supramencionado, foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, e deve, portanto, cumprir integralmente essa decisão. Para deixar de cumpri-la, deverá denunciar a Convenção, protagonizando com isso o mais grave retrocesso do Continente em matéria de direitos humanos.

3.A Presidência da República, o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Ministério Público Federal têm, pois, o dever de dar cumprimento integral e imediato a essa decisão da Justiça Internacional, a fim de evitar que o Brasil se torne um Estado fora-da-lei no concerto mundial das nações.

Portanto, inaugurando um estado de vigília, EXIGIMOS O INTEGRAL E IMEDIATO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, com a investigação dos perpetradores de torturas, homicídios, desaparecimentos forçados e demais crimes contra a humanidade e a identificação e entrega dos restos mortais dos desaparecidos aos seus familiares.

Brasil, 1º de março de 2011.

Para assinar esta carta envie um e-mail para:
cumprimentoaraguaia@gmail.com

Deficiência burocrática

ANDREI BASTOS

Hoje, muito a contragosto, requeri a renovação da minha “Autorização Especial de Estacionamento para Portadores de Necessidades Especiais” (sic). Resolvi fazê-lo por receio de protagonizar “um dia de fúria” anti-burocrática ao enfrentar alguma obtusa postura da Guarda Municipal.

Tirei o cartão de estacionamento para deficientes, que tem o pomposo e equivocado nome acima, quando amputei a perna em 2003 e ele tinha a absurda validade de um ano. Depois, indignado pela falta de sentido em provar periodicamente que não havia me crescido outra perna, deixei essa coisa de maluco pra lá.

Mas é difícil ser feliz com discernimento entre pessoas que vivem de carimbar papéis. O máximo que conseguiram avançar foi aumentar a validade do cartão para três anos (!).

Como de outras vezes que usei os ônibus adaptados “para inglês ver” da máfia do transporte coletivo carioca, consegui embarcar e seguir viagem apenas no terceiro veículo, pois nos dois primeiros os elevadores não funcionaram.

Fui até a repartição da prefeitura na Rua Dona Mariana, em Botafogo, o que já se constitui na primeira idiotice. Afinal, se tal serviço é destinado a pessoas com deficiência, por que não é oferecido em todas as subprefeituras? Se assim fosse, eu só precisaria ir até a esquina na minha cadeira de rodas.

Mas vamos às demais incongruências: para requerer o famigerado cartão, os barnabés pedem Comprovante de Residência, Carteira de Identidade, CPF, Carteira Nacional de Habilitação, Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo e atestado médico.

A deficiência de discernimento da burocracia não percebe que Identidade, CPF e atestado médico já constam na Carteira Nacional de Habilitação, o que dispensaria a apresentação dos três primeiros documentos. No meu caso, por exemplo, as letras A e G nas observações da minha carteira de motorista querem dizer, respectivamente, que sou obrigado a usar lentes corretivas (óculos) e a dirigir veículos sem embreagem (não tenho a perna esquerda).

Mas a deficiência burocrática não acaba aí e continua na exigência do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo, o que vincula o sempre famigerado cartão a um veículo e não à pessoa com deficiência. Isto significa que terei que voltar à repartição se trocar de carro ou quiser dirigir o automóvel automático que meu filho poderá comprar.

Por último, embora o aumento do prazo de validade dê um sinal, apesar de fraco, de que existe alguma vida inteligente na repartição, será que daqui a três anos terá me crescido uma nova perna esquerda? Será que a prefeitura sabe de alguma conquista tecnológica ou científica que neste prazo me devolverá aos bailes da Estudantina? Torço por isso!

16.4.11

Menina Diferente

12.4.11

Cegos e surdos à discussão

ANDREI BASTOS

A discussão da inclusão de crianças com deficiência no ensino regular esquentou outra vez com a ameaça de fechamento do Instituto Nacional de Educação de Surdos e do Instituto Benjamin Constant. A impressão que se tem é que existe um antagonismo absoluto entre escolas especiais e educação inclusiva. Pode até ser que existam grupos entrincheirados de um lado e de outro, cegos e surdos a argumentos contrários, o que será lamentável.

Tão impossível quanto um adolescente com paralisia cerebral, que nunca recebeu estímulo para o desenvolvimento cognitivo, se integrar no ensino regular adequado para sua idade é a idéia de que ele e seus iguais, muitos com preservação total da capacidade intelectual, serão seres humanos melhores se mantidos separados.

Tão absurdo quanto instituições criadas no Império não terem conseguido aumentar seu alcance para mudar nacionalmente a realidade dos seus beneficiários, atendendo hoje a um número muito pequeno de deficientes, é a idéia de que a inclusão dos milhões que estão fora das suas salas especiais ocorrerá por decreto.

Quando o Conselho Nacional de Educação baixou a Resolução 04/2009, com a ausência do financiamento de matrícula exclusiva no Atendimento Educacional Especializado, condenando à extinção as chamadas escolas especiais, houve uma reação forte dos pais e o MEC recuou. Os fatos atuais demonstram que não se avançou no entendimento da questão.

O que a dificuldade para se promover a inclusão mais nos ensina é que só podemos acreditar em sucesso garantido quando o processo se inicia no berço. Em 2010 foi lançado o Plano Nacional pela Primeira Infância, elaborado pela Rede Nacional Primeira Infância com ampla participação da sociedade, particularmente de representantes do segmento das pessoas com deficiência na audiência pública realizada em 2009 pela OAB/RJ.

As contribuições de então foram incorporadas e o Plano passou a contemplar satisfatoriamente a inclusão das crianças com deficiência. Agora é cobrar sua aplicação para, entre outras coisas, encurtar essa discussão equivocada entre entrincheirados, de um lado na inclusão por decreto e, de outro lado, na idéia de que o atendimento especializado pode operar em escala nacional. Afinal, o que representam poucas centenas de beneficiários dos dois institutos diante dos 25 milhões de brasileiros com deficiência?

Só mesmo políticas públicas de alcance nacional, que promovam a inclusão das crianças com deficiência de maneira equilibrada, podem dar a escala necessária para a equação do problema. Fora disso, ninguém pode supor regras de aplicação geral, pois o que as pessoas com deficiência viveram até hoje foi o abandono, pelo Estado e pelas próprias famílias. É fácil discutir o assunto na capital imperial. Difícil é imaginar que crianças autistas, com síndrome de Down ou paralisia cerebral, abandonadas nas ruas de cidades nada imperiais, sem nomes, possam freqüentar escolas especiais ou de ensino regular a partir de amanhã.

***
Leia também:

“Isso é demência”

Estamos no mesmo barco

Regra e exceção

Que inclusão é essa?

PCD no Brasil

Resolução CNE/CEB nº 04/2009

Nosso Povo - IBGE

11.4.11

Mais Soluções para o mercado

Blog Soluções Sustentáveis, 11/04/2011:

Mais Soluções para o mercado

O sucesso de uma das atividades da Soluções Sustentáveis, os cursos de gestão institucional e de políticas públicas, já realizados no Comitê Paraolímpico Brasileiro, na Secretaria Municipal de Educação de Mendes, no Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente de Itaperuna e no Fórum Estadual de Conselheiros Tutelares do Rio de Janeiro, criou as condições para a ampliação de sua oferta no mercado.

A Soluções Sustentáveis agora oferece estes cursos para todos os seus antigos, atuais e futuros clientes.

Conheça alguns exemplos clicando nos links abaixo:

http://www.cpb.org.br/comunicacao/noticias/mobilizacao-de-recursos-7

http://www.cpb.org.br/comunicacao/noticias/mais-de-40-pessoas-participaram-do-workshop-mobilizacao-de-recursos-em-goiania

http://www.badmintonpiaui.org/notcom.asp?id=126

http://www.cpb.org.br/comunicacao/noticias/workshop-de-mobilizacao-de-recursos-no-piaui-esta-com-inscricoes-abertas

8.4.11

O nascimento de uma estrela

CASSIANO FERNANDEZ

No início de maio de 1991, no Paraíso, os dias estavam ensolarados e brilhantes, pois o Criador transbordava alegria. Corria um boato entre anjos e moradores do Paraíso de que ele se apaixonara perdidamente pela mais bela estrela já criada e vinha desde então tendo com ela românticos encontros. Até que no dia 27 do mesmo mês, enquanto caminhavam juntos por uma linda floresta de sortidas flores, Ele, em sua infinita sabedoria, afim de por fim aos cochichos que se espalhavam, tomou uma importante decisão. E docilmente disse à estrela: - Hoje é um dia muito especial. Serás enviada para a Terra como a mais bela mulher que esta já vira! - Mas por quê? - a estrela perguntou desapontada. - Não gostas mais de mim? - Muito pelo contrário, amada estrela! - disse o Criador com um semblante sereno e sorridente. - É por gostar imensamente de ti que assim farei! Mesmo sem entender o porquê de tal decisão, a estrela aceitou de imediato as ordens de seu Senhor.

Enquanto essa conversa acontecia, passeava pela mesma floresta Maria Callas, que em um dado momento resolvera parar, sentar-se à beira de um lago que ali havia e brincar com uns patos. Maria estava linda com os longos cabelos soltos e enfeitados por uma grande flor cor de chá, num dos dedos da mão esquerda um anel de ouro branco com um enorme diamante no centro, e vestia seu vestido branco estampado com rosas vermelhas. Ao avistar de longe que o Criador se aproximava, sorriu com entusiasmo e convidou-o para que se sentasse ao seu lado. Ao aceitar o convite ele lhe perguntou com doçura: - Fostes e és feliz com o dom que lhe dei? Sim! - respondeu Maria. - Creio que através de minha voz e dos personagens que interpretei, fiz o mundo sonhar! Tenho uma coisa a lhe contar - continuou o Senhor - Tomei uma decisão. Transformarei a mais bela estrela que criei em mulher e esta será a mais linda sobre a Terra e quero que ela tenha seus olhos e sorriso, pois um dia alguém especial nela te reconhecerá.

E foi assim que nesse abençoado dia nasceu Caroline: minha estrela, minha melhor amiga, meu orgulho e o grande amor da minha vida.

CASSIANO FERNANDEZ é estudante do 6° período de Jornalismo.

6.4.11

Somos um país racista e homofóbico

O Estado de S. Paulo, 02/04/2011:

Marcos De Paula/AE
Margarida: ‘Temos um chão grande para andar’

‘Somos um país racista e homofóbico’
Entrevista - Margarida Pressburger, do Subcomitê de Prevenção da Tortura da ONU

Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

A advogada Margarida Pressburger fez o curso de direito nos primeiros anos da ditadura militar, de abril de 1964 a dezembro de 1968. “Entrei com a ‘gloriosa’ e saí com o AI-5″, brinca a carioca de 67 anos que há um mês assumiu, em Genebra, uma vaga no Subcomitê de Prevenção da Tortura (SPT), da Organização das Nações Unidas (ONU).

É a primeira vez que o Brasil integra o subcomitê. Criado em 2002 para fiscalizar presídios e outras instituições de privação de liberdade suspeitas de práticas de tortura e maus tratos, ele também denuncia a aplicação de penas cruéis ou degradantes. Este ano, o subcomitê vai inspecionar três países: Ucrânia, Mali e Brasil.

Margarida comemora a aprovação, pelo governo brasileiro, da proposta da ONU de investigar violações de direitos humanos no Irã. É uma crítica da decisão do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusou, em novembro de 2010, a apoiar resolução que pediu o fim de pena de apedrejamento naquele país. Para ela, Lula excedeu-se no “jogo de cintura” da política externa.

No Brasil, a abertura dos arquivos da ditadura é uma de suas bandeiras. Indagada sobre a nota do Brasil em direitos humanos, foi curta e direta: “De um a dez? Um. Somos um país homofóbico, racista.”

***
Qual será sua primeira missão como integrante do Subcomitê de Prevenção da Tortura?

Estou indo para a Ucrânia no dia 14 de maio. Lá vamos fazer inspeções e visitas a locais de privação de liberdade. Este ano três países serão visitados: Ucrânia, Mali e Brasil. No Brasil eu não me envolvo. Os três países sabem, não é mistério. O mistério é só sobre as datas, que são mantidas por enquanto em sigilo, com exceção da Ucrânia, que já foi comunicada.

O que vai ser investigado na visita à Ucrânia?

A denúncia é a mesma em todo o mundo: tortura em locais de privação de liberdade. Torturas físicas em delegacias, presídios, carceragens. Também vamos a asilos, manicômios, abrigos. Enfim, em todos os lugares onde existe algum tipo de tortura, seja física ou psicológica. Eu já ouvi de agentes brasileiros: “Se não torturar, ninguém fala nada.” Essa é a mentalidade. O presidente (dos EUA, George W.) Bush, na sua biografia, diz que salvou a vida de milhares de cidadãos norte-americanos porque utilizou a tortura. É a cultura da tortura. A gente tem de entender que cultura não é tortura. Mahmoud Ahmadinejad (presidente do Irã) acha normal apedrejar uma mulher até a morte. A gente aqui não acha. A presidente Dilma não aprovou o procedimento do presidente Lula ao se abster na ONU.

Qual o significado da posição do Brasil de aprovar uma investigação sobre violação de direitos humanos no Irã?

O rumo mudou, isso deu para perceber no primeiro dia do governo Dilma, que, ao contrário do que alguns pregavam, não é a continuação do governo Lula. Vai ser o governo Dilma, vai deixar a marca dela. E Dilma, ainda mais por ter sido uma ativista política, uma “subversiva” que sofreu os piores tipos de tortura imagináveis, não vai ter aquele jogo de cintura que o Lula teve.

Na sua avaliação, Lula teve jogo de cintura em excesso?

Lula para mim é um grande estadista. Tem aquela história de querer ficar bem com todo mundo. Até mesmo a visita, o beija-mão com Ahmadinejad, não é a característica de Dilma e ela mostrou isso na semana passada. O Lula era um pouquinho fanfarrão. Largava os assuntos mais sérios nas mãos de assessores, inclusive a Dilma.

A sra. acha que o ex-presidente foi muito permissivo em relação a direitos humanos?

Não tenho a menor dúvida de que o presidente jogou o Brasil no panorama mundial. É a personalidade dele. Ele achava que estava trabalhando em cima de direitos humanos. Teve um grande ministro, Paulo Vannuchi, que só não fez mais porque tolheram. O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) é uma obra-prima, pela forma como foi originalmente redigido. Vannuchi sofreu pressão de todos os lados, da Igreja à bancada retrógrada do Congresso. Teve de alterar a questão do aborto, voltar um pouco atrás na Comissão da Verdade. Acho que agora a Dilma vai recuperar esse tempo.

A senhora defende a punição dos responsáveis por torturas no regime militar?

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a Lei da Anistia era bilateral. Então, não vejo como possa surgir punição, infelizmente. A Argentina tem 486 torturadores presos e recentemente prendeu um ancião. Não é porque é um velhinho ou uma velhinha que ficou bonzinho. Entendo que tortura é crime inafiançável. Meu irmão foi barbaramente torturado. O Lula não foi torturado, não teve parentes torturados. Ele sentiu a ditadura, foi perseguido, mas nunca foi torturado. Com a Dilma doeu e doeu muito. Mesmo que os torturadores não possam ser condenados, as famílias têm direito. Eu tenho direito de saber quem fez isso com meu irmão.

A senhora tem orientação do governo para a atuação na ONU?

Não, minha atuação é totalmente independente. Sou representante do Brasil, não do governo. No subcomitê, posso até desagradar à presidente Dilma, à ministra Maria do Rosário (da Secretaria Especial de Direitos Humanos).

Qual será o foco do subcomitê na visita ao Brasil?

Serão os locais de privação de liberdade. Deverá vir uma pré-comissão em maio e eles vão definir. Querem visitar alguma coisa no Norte e outra no Sul. Há presídios em que você tem celas de 12 pessoas nos quais ficam 30 ou 40. Um se encosta na parede e os outros encostam no ombro e vão dormindo, em pé. Durante o banho de sol, eles têm de ir sem sandália havaiana, porque acham que é perigoso. Nunca consegui descobrir qual é a letalidade da sandália havaiana.

Os relatórios do subcomitê podem produzir algum efeito concreto?

Quando conversei com a ministra Maria do Rosário sobre a vinda do SPT, ela disse “ainda bem”. Se o SPT fizer um relatório dizendo que viu, alguém vai chamar a ONU de mentirosa? É como a sentença do Araguaia. A Corte Interamericana disse que as famílias têm de receber seus desaparecidos. A presidente Dilma vai cumprir a sentença da Corte Interamericana.

A sra. tem certeza?

Se ela não cumprir, será uma decepção muito grande. Mas acho que não vou me decepcionar.

Em relação aos direitos humanos, em que patamar o Brasil está?

De um a dez? Um. Somos um país homofóbico, racista. Enquanto você não tiver a mentalidade de colocar nas escolas aulas de não discriminação… Direitos humanos têm de ser ensinados no jardim de infância. Ainda temos um chão muito grande para andar.

5.4.11

Inclusão

Blog Soluções Sustentáveis, 05/04/2011:


O Globo, Razão Social, 05/04/2011:

Razão & Cidadania / Marcia de Almeida
razaoecidadania@oglobo.com.br

Inclusão

A Soluções Sustentáveis, que presta assessoria em direitos humanos e responsabilidade social para empresas, oferece oportunidades de emprego para pessoas com deficiência, com acompanhamento após a contratação. O objetivo é fazer com que os profissionais se integrem adequadamente nos ambientes de trabalho. Os interessados podem se cadastrar em http://www.solucoessustentaveis.com/ ou ligar para (21) 3553-8045.

(Clique aqui para ler a coluna no blog Razão Social)

4.4.11

Fórum Zona Oeste Pessoas com Deficiência

FÓRUM ZONA OESTE CIDADANIA, DIGNIDADE E AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

CAMPO GRANDE - RIO

Venha fazer parte do nosso Fórum para nos ajudar a formar um grupo numeroso e disposto a exigir o cumprimento dos nossos direitos junto às autoridades. Mães, Profissionais, Deficientes e toda sociedade, juntos, seremos ainda mais fortes e melhores em 2011!! Nós somos o Fórum!!!

LOCAL:
Complexo Esportivo Miécimo da Silva - CEMS
Rua Olinda Ellis, 470 - CAMPO GRANDE - RIO
(Salão Multimídia – salão de vidro)

09/04/2011 – SÁBADO – 9h

Principais Assuntos da Pauta:
• Apresentação e votação da nova estrutura funcional do Fórum.
• Apresentação do projeto da nova gestão.
• Assuntos Gerais: Principais notícias sobre o segmento da Pessoa com deficiência no município do RJ . Destaque p/ o fechamento da educação básica nas principais escolas especiais - IBC e INES.

Traga sua sugestão para 2011. Ela é muito importante!

INFORMAÇÕES:
DENISE: 8755-2149 ou 8170-3741 - TANIA: 8717-4478
Fale Conosco / e-mail: forumzonaoeste@gmail.com

Divulgue esse projeto na sua escola, no esporte, nos hospitais, nas igrejas!
NOSSO ENCONTRO NÃO TEM FINALIDADE RELIGIOSA NEM PARTIDÁRIA

2.4.11

Janela da Alma

Razão & Cidadania

Na próxima terça-feira, dia 5 de abril, a revista Razão Social e seu blog, de O Globo, começam a publicar a coluna Razão & Cidadania, assinada pela jornalista Marcia de Almeida. A colunista ratifica que O Globo será o primeiro jornal a dedicar um espaço periódico “para se falar dos segmentos discriminados e excluídos pela própria mídia (LGBTs, pessoas com deficiência, ciganos, mulheres espancadas e tudo mais). Inicialmente de notas e mini-entrevistas, a coluna tem o email razaoecidadania@oglobo.com.br para receber o material que pode ir para a página. Valem denúncias, sugestões, informações.”

Direitos das pessoas com autismo

Inclusive, 31/03/2011:

Direitos das pessoas com autismo

Esta cartilha foi elaborada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo em parceria com mães, pais e representantes de entidades ligadas ao Movimento Pró-Autista a partir de questionamentos de familiares e profissionais sobre os direitos da pessoa com autismo e a forma de efetivá-los.

Não pretendemos esgotar o assunto, tão amplo e complexo, tampouco usar de termos técnicos para esclarecer as questões que iremos tratar.

Mais do que criar um manual de orientações sobre o autismo e os direitos garantidos pelo nosso ordenamento jurídico, desejamos que esta cartilha contribua para a reflexão sobre a importância do respeito à diversidade e do cuidado entre as pessoas.

Boa leitura!

Link para download.

Mais um para o prefeito multar

Vejam acima, senhores, mais um belo exemplo de construção sem acessibilidade. Este eu encontrei ontem, na Av. Nossa Senhora de Copacabana, número 500, quando fui fazer radiografias pedidas pelo dentista. Ô prefeito, anote o endereço para enviar as multas!