31.1.08

FOLIA ACESSÍVEL

Foto: Andrei Bastos

O charme de Louise Marie no Carnaval de 2007

Confira como chegar ao Sambódromo e as opções para o carnaval de rua

Os foliões com deficiências poderão se esbaldar no desfile das Escolas de Samba dos grupos Especial e de Acesso nos setores adaptados 4 e 13 do Sambódromo, de 3 a 6 de fevereiro. Segundo Roosevelt Moreira, coordenador geral da Passarela, há um acesso especial para eles por trás da Rua Frei Caneca. O site da Riotur informa sobre as opções de transporte.

SETOR 4

Táxi - Existem empresas preestabelecidas nos setores pares. As tarifas são cobradas com preço tabelado para sair do Sambódromo e bandeira dois ou preço preestabelecido com o passageiro para a ida à Marquês de Sapucaí.

Metrô - Funciona sem interrupção até 23h da terça-feira de carnaval, com intervalos de dez minutos na madrugada. A descida é na Estação Praça Onze. Após o desembarque, o folião deve virar duas vezes à direita, seguindo em frente para o Setor 2, e entrar na Rua Carmo Neto até a Avenida Salvador de Sá para chegar ao setor 4. Logo o Sambódromo estará à vista e diversas placas indicam a entrada para os setores.

SETOR 13

Táxi - Da mesma forma que do lado par, há empresas especiais para atender aos setores ímpares, com tarifas preestabelecidas. De qualquer modo, o táxi comum para a ida vai cobrar a bandeira 2 ou uma tarifa combinada com o passageiro antes de começar a corrida. Para quem sai da Zona Sul, o melhor trajeto é via túnel Santa Bárbara. Já quem vem da Zona Norte deve seguir pela Rua Itapiru. Em ambos os casos, o carro deve passar sobre o Viaduto São Sebastião que segue paralelo ao Sambódromo, onde o passageiro saltará. Logo se avistarão as placas indicativas para a entrada de cada setor.

Metrô – Saindo da Zona Norte ou da Zona Sul, a estação de descida é a Praça Onze. Daí, será preciso seguir até o Sambódromo, cujo trajeto é longo, de aproximadamente 700 metros, passando junto dos carros alegóricos das escolas e do Terreirão do Samba.

Ônibus – O trajeto de algumas linhas é alterado. Por isso, é necessário saber se o coletivo passará por cima do Viaduto São Sebastião.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Setor 4 (frisa) – Setor adaptado com 25 lugares para pessoas com deficiência. Ingressos vendidos.

Setor 13 (frisa) – 300 lugares para pessoas com deficiência com direito a um acompanhante, totalizando 600 lugares. A Lei 273/81 garante o acesso às pessoas com deficiência a todos os setores do Sambódromo, entretanto, por não haver adaptação em todos eles, é destinada a gratuidade de ingressos desse setor.

Controle de acesso a esse setor:

COMDEF-Rio – Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro.

Endereço do Sambódromo:
Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro - Sambódromo Rua Marquês de Sapucaí, s/n º - Praça Onze - Cidade Nova

PARA CURTIR O CARNAVAL SEM PROBLEMAS

É proibido aos participantes a comercialização de qualquer mercadoria dentro dos setores, assim como, a utilização de vasilhames de vidro (copos, garrafas ou similares), bem como, objetos cortantes ou contundentes e fogos. Os participantes poderão levar bebidas, sanduíches e frutas para consumo próprio. Em caso de uma eventual chuva de verão, o uso de uma capa descartável é aconselhável. Guarda-chuvas não são recomendáveis, pois dificultarão a visão do desfile.

No Sambódromo, existem lojas e lanchonetes espalhadas pelos setores, com diversos itens de alimentação disponíveis.

FESTA SEM EXCLUSÃO

O carnaval é para todos. É com esse pensamento que Heliton Andrade criou a ala de cadeirantes da Portela há quatro anos. Para ele, esse trabalho é mais uma forma de inclusão. “O importante é mostrar a capacidade do cadeirante interagir com as passistas”, diz Heliton, que explica algumas dificuldades no início de seu trabalho.

“No começo do projeto, fomos muito bem recebidos pelo pessoal da escola, mas sempre tinha aquela desconfiança com a ala. Será que um grupo de cadeirantes não poderia prejudicar a harmonia da escola? Provamos que não. A nossa ala é uma das mais organizadas e disciplinadas da Portela”, afirma.

Heliton Andrade também demonstra outras preocupações que vão além do carnaval, do samba e da Sapucaí. “Meu intuito é demonstrar que o deficiente deve ser integrado no mercado de trabalho e no esporte, pode estudar, além de se divertir”, conclui Heliton. Ele conta com 30 cadeirantes, incluindo Ana Cláudia Monteiro, que faz parte do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).

CARNAVAL DE RUA

Aliás, o IBDD encabeça uma bela idéia para animar ainda mais o revigorado carnaval de rua carioca, o Bloco “SENTA QUE EU EMPURRO”, que vai mostrar que tem muito samba no pé, quer dizer, nas rodas, muletas etc. e vai desfilar sua alegria no dia 1º de fevereiro, saindo da porta do IBDD, mais precisamente do “pé-sujo” Bumbum Out (Rua Artur Bernardes, 26 - Catete), às 19h, não sendo possível precisar em quanto tempo será vencido o extenso trajeto (Ruas Artur Bernardes, Bento Lisboa e Dois de Dezembro) até o “Sogro” (Restaurante Paraíso do Chopp, na esquina da Rua Dois de Dezembro com Rua do Catete), onde se encerrará o grande desfile do maior bloco carnavalesco de chumbados do mundo!

***

Outro bloco que vai sacodir a poeira nas ruas do Rio é o GARGALHADA, que vai sair no dia 2 de fevereiro, às 13h, do clube de Vila Isabel (Rua 28 de setembro, 126). O desfile está previsto para começar às 15h, saindo da porta do clube, e contará com um Intérprete de Libras que traduzirá para a Linguagem de Sinais tudo o que for dito e cantado, prestigiando e incluindo a comunidade surda que participa do bloco.

Esse carnaval promete. As pessoas com deficiência terão uma ‘mãozinha na roda’ para brincar o carnaval.

Camisetas do bloco SENTA QUE EU EMPURRO!!!


Quem estiver interessado em adquirir camisetas deve informar quantas deseja e tamanhos no e-mail andrei@ism.com.br.

Preço unitário: R$ 15,00

Você pode depositar o dinheiro no Unibanco (409), agência 0598, conta 101525-7, em nome de Ana Cláudia Monteiro Silva. Para pegar ou receber a camiseta, é só apresentar o comprovante do depósito.

Diga lá!

Alexandre Gaschi no Jornal Nacional

Reportagem “Desrespeito nas ruas”, realizada em 17/01/2008 pelo JN da TV Globo sobre as vagas especiais, que tem o advogado do IBD Reportagem “Desrespeito nas ruas”, realizada em 17/01/2008 pelo JN da TV Globo sobre as vagas especiais, que tem o advogado do IBDD como personagem.


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Transcrição:

Renato Machado: Estacionar nas ruas das grandes cidades é um desafio que milhares de motoristas enfrentam todos os dias, mas alguns deles, que têm direito a vagas especiais, esbarram numa dificuldade ainda maior, a falta de educação.

Mônica Teixeira: O aviso é em português claro, mas bem em frente a um instituto que atende pessoas com deficiência física a vaga exclusiva foi invadida para carga e descarga.

Motorista: Rapidinho que a gente foi fazer a troca de um freezer ali, não ficamos nem dez minutos aqui..

Mônica: Alexandre vê flagrantes como este se repetirem todos os dias. Quando está ao volante, sabe que vai encontrar desrespeito pelo caminho. Na praça, as vans usam sem cerimônia o espaço reservado a deficientes físicos.

Motorista: Sai só para dar o nome ali, mas já tô dando a volta para botar ali atrás no estacionamento.

Mônica: A placa deveria ser suficiente, mas nessas vagas é comum encontrar carros sem a identificação - o selo com o símbolo internacional de acesso que deveria estar colado bem aqui, segundo o Detran do Rio. Usar uma vaga exclusiva sem ter o direito é o mesmo que estacionar em local proibido, uma infração média. O que é grave nesses casos é a falta de consciência.

Mônica: Pedro, vendedor ambulante, já viu muita irregularidade por aqui. Carro com o selo e motorista sem deficiência.

Pedro: A gente fica bobo na hora que ele sai do carro e sai andando normalmente, né?

Mônica: Mudam os sotaques, os flagrantes são os mesmos. Em Cuiabá, o carro da concessionária de energia ignora a placa.

Motorista: É uma emergência que nós viemos atender.

Mônica: Em Fortaleza, o motorista infrator se recusa a dar entrevista. Mas os donos desses veículos não se livraram da multa.

Mônica: No Rio, depois de duas horas e meia, o motorista desse carro aparece.
Tem uma placa ali em cima, tem um sinal no chão.

Jorge Bispo: É que eu sou baiano, então é a primeira vez que eu estaciono aqui.

Mônica: Esse sinal é universal.

Jairo: Desculpa, tá?

Mônica: Alexandre enfim estaciona. Mais uma vez a falta de educação falou mais alto que a lei.

Alexandre Gaschi: É uma questão de locomoção, do direito de ir e vir e que você não se sente um cidadão como outras pessoas, como você mereceria ser considerado.

Teresa Amaral na TV Cultura

Entrevista de Teresa Costa d’Amaral a Heródoto Barbeiro, no programa Planeta Cidade de 16/01/2008.


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Transcrição:

Teresa Costa d’Amaral é bacharel em História e mestre em Comunicação Social com a tese “Deficiência e Democracia”. Foi a criadora da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência do governo federal e responsável pelo reconhecimento do Brasil como possuidor de uma das regulamentações mais modernas do mundo acerca dos direitos do deficiente. Com vários prêmios no currículo, ela é a presidente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Heródoto Barbeiro: Teresa, muito obrigado pela participação aqui conosco, na TV Cultura.

Teresa d´Amaral: Eu que agradeço, é uma alegria estar aqui com vocês.

Heródoto: Teresa, como é que é correto dizer? Pessoa com deficiência, pessoa portadora de deficiência, pessoa com necessidades especiais? Qual é o termo correto?

Teresa: Hoje o politicamente correto é pessoa com deficiência. Pensando que a pessoa está inteira e ela porta uma deficiência. Então nós abandonamos aquele modo antigo de falar de deficiente. Mas eu acho que isso não tem a menor importância, o importante é a gente falar do assunto, divulgar o assunto e colocar o assunto na ordem do dia.

Heródoto: Agora, Teresa, como é que você foi se interessar por esse assunto?

Teresa: Eu tive uma irmã deficiente e tive um sobrinho deficiente. Então está no meu sangue, na minha vida, e também por uma obrigação. Assim, eu sempre achei que eu tinha uma obrigação de contribuir para o meu país. E é tão difícil a gente encontrar uma maneira própria de contribuir, e eu de repente descobri naquilo que estava perto de mim, que eram os meus parentes, meus familiares, o modo próprio, o modo meu de trabalhar por um Brasil melhor.

Heródoto: Desde que você trabalha nessa área, mudaram as coisas?

Teresa: Eu acho que mudou muito, mudou principalmente o olhar da sociedade.

Heródoto: Então você quer dizer que as pessoas estão entendendo a necessidade de integração dessas pessoas na sociedade, da convivência com essas pessoas?

Teresa: Exatamente, estão perdendo o medo, estão perdendo aquela distância em que colocavam o deficiente, eu costumo dizer que o deficiente ficava sempre no quarto dos fundos da casa. Então, as próprias famílias estão perdendo o medo de trazer o deficiente para a sala e as próprias comunidades estão entendendo que o espaço do deficiente é o espaço da comunidade. Agora falta o governo entender isso.

Heródoto: E as empresas privadas estão entendendo isso?

Teresa: Acho que sim, estão.

Heródoto: Temos mais pessoas com deficiência trabalhando hoje do que no passado?

Teresa: Sim, eu acho que, por exemplo, no Instituto que eu criei, né? No IBDD, que a gente tem o trabalho de colocação no mercado, a nossa relação com as empresas mudou do começo do nosso trabalho para hoje. Hoje nós temos uma média de 3 empresas por dia ligando para o IBDD e pedindo mão-de-obra, temos 15 empresas novas por mês se colocando à disposição do IBDD e pedindo o trabalho do IBDD.

Heródoto: Mas Teresa, isso é porque a lei obriga ou porque os gestores estão entendendo que é importante?

Teresa: As duas coisas (risos). Não dá para separar não.

Heródoto: Às vezes parece, né? Às vezes dá a impressão de que “Não, nós temos que cumprir as leis”.

Teresa: Não, eu sempre fui contra cota sabe, até o dia que eu percebi que ela mudou realmente, ela força uma atitude. E aí tem dois modos de cumprir as cotas, o modo de cumprir a cota fingindo que está cumprindo, e tem o modo de cumprir a cota com responsabilidade, com vontade, com alma, com garra. Muitas empresas estão fazendo isso e eu acho que essa é a grande vitória, né? Porque a gente conquistando a empresa, conquista a sociedade. E conquistando a sociedade, conquista a empresa.

Heródoto: E a movimentação desse pessoal na sociedade, também melhorou?

Teresa: Olha, eu acho que melhorou, principalmente em algumas cidades do Brasil. Curitiba iniciou esse processo. Eu fico morta de inveja quando eu venho em São Paulo e só vejo ônibus com símbolo de cadeira de rodas. Eu moro no Rio, né? No Rio não existe isso, né? Então, São Paulo está dando o exemplo agora de como é possível no meio do caminho fazer essa transformação. Então as cidades menores estão fazendo também essa transformação. Mas você tocou num assunto que eu costumo dizer que é o direito de ir e vir, porque todos nós brigamos pelo nosso direito de ir e vir, até durante a repressão nós vivemos aquela questão de habeas corpus, e de não ter o nosso direito, a nossa liberdade, né? E os deficientes estão presos nas suas cadeiras de rodas quando vivem em uma cidade onde não podem exercer esse direito básico de cidadania que é o direito de ir e vir.

Heródoto: Teresa, muito obrigado pela participação conosco.

Teresa: Eu que agradeço a vocês, é um prazer.

22.1.08

PPS/RJ pretende eleger 70 vereadores

Portal PPS, 21/01/2008:

PPS do Rio de Janeiro pretende eleger 70 vereadores no estado

O PPS-RJ realizou no último sábado, dia 19, em Niterói, um encontro Estadual para discutir a conjuntura nacional e os desafios do PPS, além do planejamento estratégico para as eleições de 2008 no Estado. Foi debatida, por exemplo, a programação de seminários regionais preparatórios para o pleito deste ano, com a participação de 200 pessoas de 70 dos 92 municípios que compõem o Estado do Rio de Janeiro.

Como primeiro palestrante do encontro, o ex-senador Roberto Freire, presidente nacional do PPS, falou para um auditório lotado de dirigentes municipais, vereadores, pré-candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. Ele enfatizou a importância de o PPS ser um partido decente, ressaltando, todavia, que só isso não basta. “É preciso que os nossos prefeitos e vereadores tenham como compromisso o aumento de IDH em seus municí­pios”, disse, lembrando decisão recente do partido de negar legenda para a reeleição de prefeitos que não melhorarem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de suas cidades.

Logo a seguir, o presidente Estadual do PPS-RJ, deputado Comte Bittencourt fez a apresentação do planejamento estratégico do partido para a próxima eleição e mostrou um quadro de evolução da representaçãoo legenda nos últimos. Em 2000, o partido elegeu 30 vereadores e um prefeito. Já em 2004, o número de vereadores subiu para 49.

“Em ambas as eleições, elegemos apenas um prefeito - Belford Roxo (2000) e Araruama (2004)”, relembrou. A projeção apresentada pelo presidente Estadual do PPS para 2008 indica a eleição de 70 vereadores. Em sua fala, fez questão também de dizer que o PPS não é um partido de aluguel e que seus dirigentes e representantes precisam levar em conta a questão da fidelidade partidária como uma norma a ser seguida por todos.

O prefeito da cidade de Niterói, Godofredo Pinto, compareceu ao ato e fez uma breve saudação, desejando êxito aos trabalhos do encontro. O deputado federal Leandro Sampaio esteve presente e foi saudado como o nosso candidato a prefeito de Petrópolis. A juí­za Denise Frossard e o deputado estadual André Correa não puderam comparecer em razão de estarem em viagem ao exterior.

Por último, Paulo Pinheiro, primeiro suplente de deputado federal, Georgette Vidor, ex-deputada estadual e Miriam Inês, ex-vice-prefeita de Araruama, discorreram sobre a importância da capacitação de cada candidato nos aspectos gerais da legislação, lei orgânica de cada município, leis de diretrizes orçamentárias e o que compete ao vereador propor como parlamentar.

Como previsto, os próximos seminários serão realizados regionalmente, com início previsto para o mês de março, momento em que estes e outros temas serão aprofundados.

Baile das Melindrosas

Carnaval resgatará a folia do Rio

Tradicional Baile das Melindrosas ganha nova versão

CEQUAL COMUNICAÇÃO

O Carnaval do Rio terminará em grande estilo na terça-feira, dia 5 de fevereiro. Antes de queimar as cinzas, os cariocas ganharão uma nova versão do Carnaval de salão à moda antiga, com a realização do Baile Oficial da Terça de Carnaval, o BOT - tradicional Baile das Melindrosas, na nova casa de show Veneza, na Urca, que reunirá chancela das Mais Belas Senhoras do Rio.

A Era da Melindrosa é o tema escolhido pelo BOT para este ano, na sua terceira versão. O Baile exigirá dos foliões, segundo a sua idealizadora Nely Habib, o uso de fantasias: “As mulheres terão que usar melindrosa, roupas dos anos 20, ou douradas e prateadas, para recriar o clima de glamour da época. Os homens poderão trajar roupa branca com gravata preta ou roupa preta com gravata branca. O chapéu terá que ser do tipo panamá, lembrando os almofadinhas”, complementa Nely.

O BOT tem como proposta principal trazer de volta o prazer da dança ao som de chorinho, marchinha de carnaval e do frevo. Mas o público também poderá ouvir o axé e o som da bateria de escola de samba. O Baile tornará possível ao público jovem conhecer o ‘clima’ que contagiou o carioca nos primórdios do Carnaval do Rio”, informa Nely. O ambiente do BOT será o de Rio antigo e haverá premiação para as mais belas melindrosas e os mais charmosos almofadinhas.

***

Convites:

Até 02/02: R$ 100,00 - R$ 160,00 (c/mesa) - R$ 260,00 (c/ mesa e buffet)

Após 02/02: R$ 130,00 - R$ 200,00 (c/mesa) - R$ 360,00 (c/mesa e buffet)

Informações: 3079-9779 (Veneza)

Entregas no domicílio - 8667-5235 e 8667-2723 (R$ 10,00 por entrega)

19.1.08

Reunião do PPS

Eu, segundo da direita para a esquerda, na reunião do PPS/RJ de 19/01/2008, em Niterói (foto de Margareth Pinheiro).

18.1.08

Alegria de viver

O Globo, Ancelmo Gois, 18/01/2008:

Alegria de viver

Veja o que diz o convite do IBDD, entidade de defesa dos deficientes, para o pessoal sair em seu bloco, o "Senta que eu te Empurro": "Vamos mostrar que temos muito samba no pé, quer dizer, nas rodas, muletas etc."

O bloco sai dia 1º, no Catete.

17.1.08

SENTA QUE EU EMPURRO!!!

CARNAVALESCOS CHUMBADOS DO BRASIL, AMIGOS E SIMPATIZANTES:

O Grêmio Recreativo e Bloco Carnavalesco “SENTA QUE EU EMPURRO” vai mostrar que tem muito samba no pé, quer dizer, nas rodas, muletas etc. e vai desfilar sua alegria no dia 1 de fevereiro, saindo da porta do IBDD, mais precisamente do “pé sujo” Bumbum Out (Rua Artur Bernardes, 26 - Catete), às 19h, não sendo possível precisar em quanto tempo será vencido o extenso trajeto (Ruas Artur Bernardes, Bento Lisboa e Dois de Dezembro) até o “Sogro” (Restaurante Paraíso do Chopp, na esquina da Rua Dois de Dezembro com Rua do Catete), onde se encerrará o grande desfile do maior bloco carnavalesco de chumbados do mundo!

Contatos: Ana Cláudia (9181-2750) e Andrei (9977-4276).

16.1.08

A gargalhada de Noel Rosa







Bloco Gargalhada homenageia o Poeta da Vila

SANDRA BRACONNOT

Ha ha ha ha ha Noel está rindo á toa
Não que a Vila esteja assim tão boa
Mas o Gargalhada vai alegrar aha aha...

O Mocinho da Vila, em uma etílica Conversa de Botequim com a Yolanda (Braconnot, presidente do Bloco Gargalhada) confessou que nunca resistiu ao Feitiço da Vila e que seu Último Desejo não era uma Fita Amarela e sim uma avenida com o nome dele, no bairro que tanto amou: Vila Isabel.
E assim surgiu o tema do irreverente bloco do bairro,
que este ano vai dar o que falar e cantar:
Noel Rosa reclama: Cadê minha Avenida?

O objetivo do enredo é, neste ano em que parte da obra do consagrado compositor cai em domínio público, divulgar as composições do ilustre morador e chamar a atenção para o que pode ser uma grande injustiça: a falta de uma avenida no bairro, com o nome de Noel Rosa. Considerado um dos maiores compositores brasileiros, com um legado de mais de 250 obras, Noel Rosa - o Poeta da Vila - nasceu e viveu todos seus intensos 26 anos de vida, na mesma casa, na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel, bairro que amou e cantou em prosas e versos.

“Noel Rosa disse que gosta da estátua de bronze que colocaram no princípio da Av. 28 de Setembro e fica feliz por emprestar seu nome a um túnel, entretanto, considera que o Túnel Noel Rosa está mais para o Jacaré do que para Vila Isabel, além do medo que dá ao atravessá-lo à noite, seu horário predileto. Entristecido, Noel lembrou que o filme que fizeram sobre a sua vida, Noel Rosa, O Poeta da Vila, nem foi exibido no bairro” – brinca sério Yolanda.

A escolha do samba do Bloco Gargalhada ocorrerá no dia 20 de janeiro, a partir de 13h, na Associação Atlética Vila Isabel (Av. 28 de Setembro, 160 - Vila Isabel), em evento que contará com a presença de um intérprete de Libras (Linguagem de Sinais) para incluir e prestigiar a comunidade surda que participa do Bloco.

O desfile, que este ano promete grandes surpresas, além da tradução em Libras de tudo o que for falado e cantado, acontecerá no sábado de Carnaval, dia dois de fevereiro. A concentração começa às 13h, com um "nutricional e opcional" Angu à Baiana, na Associação Vila Isabel. O desfile está previsto para 15h, saindo da porta do clube.

ESCOLHA DO SAMBA:

DIA 20 DE JANEIRO, A PARTIR DAS 13h
LOCAL: Associação Vila Isabel, Boulevard 28 de Setembro, 126, Vila Isabel
Animação: SAMBA TROPICAL - o melhor conjunto de samba de raiz.
Almoço Opcional: Angu à baiana (preço popular).
Vários compositores já inscreveram seus hilários sambas, entre eles Demá, do inesquecível Explode Coração.
O evento contará com a presença de um Intérprete de LIBRAS para incluir e prestigiar a comunidade surda que participa do bloco.

ENTRADA FRANCA

DESFILE:

Sábado de carnaval, 02 fevereiro.
Concentração a partir das 13h, com um "nutricional e opcional" Angú à baiana.
Local: Clube de Vila Isabel, Boulevard 28 de Setembro, 126, Vila Isabel.
Também com tradução em LIBRAS.
O desfile está previsto para começar às 15h, saindo da porta do clube, e contará com um Intérprete de Libras que traduzirá para a Linguagem de Sinais tudo o que for dito e cantado, prestigiando e incluindo a comunidade surda que participa do bloco.

Contatos:

Yolanda Braconnot (9979-9397), Presidente do Bloco Gargalhada
2264-5322 e 2264-3566 (Sandra Braconnot - Assessoria de Comunicação)
http://www.blocogargalhada.com/
contato@blocogargalhada.com

12.1.08

Atleta do IBDD é pré-convocado




















Foto: Divulgação / Exposição Heróis sem Limites

Paraolimpíadas 2008

Atleta do IBDD é pré-convocado
André Brasil comemorou ter seu nome lembrado e já voltou aos treinos
PAULO VITOR FERREIRA
O Comitê Paraolímpico Brasileiro divulgou na última quinta a primeira lista dos atletas pré-convocados para os Jogos de Pequim-2008. Os atletas participarão da primeira semana de treinamento e avaliações nesse mês, na cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo. Os treinos do atletismo serão de 13 a 20 de janeiro, e da natação, de 20 a 27. Atleta do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), André Brasil comemorou ter seu nome lembrado pelo CPB.

O nadador paraolímpico já voltou aos treinos na última segunda-feira e tem motivos de sobra para começar o ano com o pé direito.

Vale lembrar que André Brasil conquistou seis medalhas de ouro, uma de prata, uma de bronze e três recordes mundiais durante o Parapan Rio-2007. No Meeting Internacional de Natação, também realizado no Rio de Janeiro, venceu os 50m livre classe S10. Ele reviveu o duelo do Parapan com o canadense Benoit Huot no mesmo palco (o Parque Aquático Maria Lenk). O resultado também se repetiu: André Brasil ocupou o lugar mais alto do pódio, superando seu ídolo Huot. André quebrou seu próprio recorde na prova: 23s95. O anterior era 24s07. Nos 100m livre, mais uma vez, venceu o canadense, com outro recorde mundial, 52s22.

"Fiquei muito feliz com estes resultados, comecei o ano bem, com bons tempos. Fiz ótimos tempos no Parapan e fechei o ano passado com chave de ouro. Agora começo 2008 com muito treino para garantir definitivamente a minha vaga para Pequim em setembro", disse André.

Fonte: http://www.ibdd.org.br/

3.1.08

O outro lado da medalha

O Globo, Opinião, 03/01/2008:

O outro lado da medalha

ANDREI BASTOS

A festa do Prêmio Brasil Olímpico, realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 17 de dezembro pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), fez justiça a Jade Barbosa e Thiago Pereira, eleitos os melhores atletas olímpicos do ano. Os dois, assim como todos os considerados melhores de 2007 no esporte olímpico brasileiro, entraram pela porta da frente do teatro, com direito a tapete vermelho e tudo.

Já a remadora Cláudia Cícero dos Santos e o nadador Daniel Dias, eleitos os melhores atletas paraolímpicos de 2007, entraram pela porta dos fundos do teatro. Junto com 17 outros medalhistas com deficiência, considerados os melhores, ficaram isolados dos olímpicos, em sala separada, por determinação do COB, o dono da festa.

Além de comunicar que o lugar deles era ali, naquela sala separada, o representante do COB fez questão de dizer que o lanche servido era igual ao dos olímpicos. Incrível, não? Realmente são muito generosos esses senhores que, vejam que bonito, convidaram os atletas com deficiência para a sua festa. Mas, por favor, sem entrar pela porta da frente. E sem falar em momento algum que a candidatura às Olimpíadas inclui as Paraolimpíadas.

Essa gente não se emenda!

Indignado com o tratamento recebido, o judoca Antônio Tenório, três medalhas de ouro paraolímpicas seguidas e também medalha de ouro no Parapan, se retirou em protesto. Igualmente indignado, André Brasil, nadador que conquistou seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze no Parapan, considera que os paraolímpicos foram tratados como intrusos.

Ou seja: a discriminação que já vinha de longe, particularmente de quando o COB proibiu que as federações olímpicas também se filiassem ao Comitê Paraolímpico Brasileiro sob a ameaça de não mais receberem verbas olímpicas; que se transformou em tragédia nos Jogos Parapan-Americanos, com a morte do atleta argentino Carlos Maslup - essa mesma conhecida discriminação esteve presente e foi destaque no Prêmio Brasil Olímpico.

Quem convida, dá banquete. Portanto, os senhores do COB perderam uma excelente oportunidade de nos deixarem quietos e festejarem sozinhos, pois não precisavam nos convidar, ainda mais quando o tratamento que nos foi dispensado serviu apenas para aumentar o desejo que temos de vê-los o mais longe possível do esporte brasileiro.

ANDREI BASTOS é assessor da Superintendência do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).